Estudos feitos pelos pioneiros dos experimentos em astronáutica já mostravam que foguetes de propulsão química um dia poderiam levar cargas úteis ao espaço. Em geral seus trabalhos foram mal compreendidos e receberam pouco apoio. Logo após, durante a 2 Guerra Mundial surgiu a possibilidade desses foguetes servirem para uso militar e isso levou os governos da Alemanha, URSS e dos EUA a investirem no desenvolvimento de foguetes propelentes químicos para o transporte de “bombas voadoras” e depois da guerra, os EUA e a URSS aproveitaram a experiência dos alemães em seus programas de armamentos, cujos foguetes oportunamente também se prestariam à exploração do espaço.
Há trezentos anos um então discípulo de Isaac Newton já tinha conhecimentos sólidos para analisar a dinâmica de vôo de uma nave espacial, porém ele tinha a sensibilidade de enxergar que naquele tempo isso não era viável de se acontecer, pois um lançamento espacial demandaria estudos mais aprofundados e materiais mais modernos. Sua proposta era que o homem explorasse o que havia além da superfície terrestre.
O lançamento do primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik 1, no dia 4 de outubro de 1957, marca o início da Era Espacial e daí em diante foram lançados mais 44 satélites em órbita, porém a URSS foi a primeira a produzir, com a ajuda de técnicos e materiais capturados da Alemanha, foguetes de grande empuxo. Com o grande sucesso do Sputnik 1 os EUA sofreu com o “Efeito Sputnik” e se reorganizou criando a NASA, a mais ampla agência espacial e se esforçou mais ainda para ampliar os ensinos de matemática e ciências nas escolas onde crianças do jardim de infância já começariam aprendendo a contar em contagem regressiva, assim como nos lançamentos de foguetes.
Em abril de 1961, três anos e meio depois do Sputnik 1 URSS noticiou o vôo orbital de Yuri A. Gagarin a bordo da Vostok 1, abrindo uma nova fase da conquista espacial, o pouso de astronautas na Lua.


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